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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Portagens no IC-19

O Governo, depois de aumentar 25% o preço do passe social na linha de Sintra, está a ponderar introduzir portagens no IC-19, a antiga estrada de Sintra que, ao longo de 20 anos, foi sendo ampliada até à forma actual.
Parece que se confirma que Passos Coelho já não vive em Massamá...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Equilíbrios

O Governo prepara-se para, com as empresas, criar um fundo para ajudá-las a pagar as indemnizações aos trabalhadores em caso de despedimento (sim, é um fundo como o que não funcionou em Espanha).
O Governo prepara-se também para aprovar, via Parlamento, a redução do valor das indemnizações devidas pelas empresas aos trabalhadores quando não há justa causa para a cessação do contrato.
Isto significa que, ao mesmo tempo que reduz o valor das indemnizações, o Estado comparticipará no valor das mesmas (atenção que - por enquanto - ninguém o assume, mas lá chegaremos...).
Curiosamente, mantém-se o silêncio sobre o valor das indemnizações devidas pelos trabalhadores às empresas quando aqueles se despedem.
Isto do liberalismo é mesmo giro...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Seguro, o Pro activo

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, podia ser este o lema de de António José Seguro.

AJS teve seis anos, durante o consulado de José Sócrates, calado sem emitir opinião, sem criticar o líder e vem agora dizer que Passos Coelho deve ser mais activo.

Numa coisa Seguro tem razão, os socialistas sempre foram muito activos, pelo menos em afundar o País.

sábado, 18 de junho de 2011

O Governo de Pedro Passos Coelho tem potencial

Após uma primeira surpresa por tantos nomes que desconhecia, creio que a equipa Ministerial apresenta potencial:

Primeiro-ministro: Pedro Passos Coelho - O que mais me impressiona do seu percurso foi o facto de ter abdicado da reforma a que tinha direito quando deixou de ser Deputado. Pode ser sinal de muito ou de nada, mas vendo que entregou as 4 principais pastas a independentes, pode ser a lufada de ar fresco que Portugal necessitava.

Estado e Negócios Estrangeiros: Paulo Portas - Um político muito hábil. Um verdadeiro sobrevivente. As suas qualidades como político poderão proporcionar uma boa acção na Europa. Não nos esqueçamos que ele foi o mentor do PP, que ele mesmo enterrou para "refundar" o CDS. Flexibilidade e capacidade de sobrevivência são fundamentais nesta pasta, e ainda mais nos tempos que correm.

Estado e Finanças: Vítor Gaspar - Um ilustre desconhecido que aparentemente tem um excelente CV. Com grande capacidade intelectual, experiência de negociação e profundo conhecedor dos meandros a UE. Elementos essenciais para negociar a nossa saída da crise com a Troika. Falta-lhe a experiência de comandar uma empresa ou de ser um CFO para por as contas na ordem. Não obstante esta parte pode ser delegada na equipa que eleja.

Assuntos Parlamentares: Miguel Relvas - Com a experiência de governar o PSD, tem o calibre perfeito para estabelecer as pontes necessárias com a Assembleia da República e proteger politicamente o Governo.

Saúde: Paulo Macedo - O trabalho que fez na DGCI fala por si. A experiência executiva que falta à pasta das Finanças é compensada na Saúde. Paulo Macedo certamente parará a sangria das finanças públicas no sector da saúde. Modernizou a DGCI e agora modernizará a Saúde, e será um dos baluartes para combater o deficit e garante de que os Portugueses terão um acesso à saúde a um custo decente.

Economia e Emprego: Álvaro Santos Pereira - Com um largo percurso profissional fora de portas, creio que poderá ser uma lufada de ar fresco contra os clientelismos. Espero que aguente a pressão.

Justiça: Paula Teixeira da Cruz - Dizem que é uma aposta polémica. Isso à priori bom, dado que há que revolucionar a justiça em Portugal, que é o maior cancro da sociedade portuguesa.

Educação et al: Nuno Crato - Finalmente aparentemente alguém que gosta de separar o trigo do joio.

Defesa Nacional: José Pedro Aguiar Branco - Creio que é um cavalheiro que está a ser tratado como um cavalheiro.

Administração Interna: Miguel Macedo - Tem um longo CV político, que lhe dará bagagem para a dificuldade política da pasta.

Solidariedade e Segurança Social: Pedro Mota Soares - Dizem que trabalhou bem como Deputado. Não sei, dado que não segui os trabalhos parlamentares. Agora o importante é que ponha os mandriões que só querem subsídios a trabalhar.

Agricultura et al: Assunção Cristas - Não tenho opinião formada sobre a futura ministra. Não obstante há que por os campos a produzir.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

As contradições de Passos

 

Não entendo muito bem este teu post, não obstante vou tentar esclarecer-te sobre o que suponho ser as tuas dúvidas quanto ao CDS e à politica em geral e até a alguns erros do PSD, que digo-te têm sido muitos.
 

Começo por te explicar que na política (como na vida em sociedade) é muito importante a imagem que se transmite bem como tudo o que se diz e tudo o que se faz porque é através do que se diz e do que se faz que se passam as ideias que cada partido e cada político tem sobre determinado assunto sendo que é muito importante para veicular ideias o marketing político.
Por isso é que a quem quer estar na vida pública (excepto os actores de novelas e outros que tais) tem que ter um certo decoro, saber estar, saber vestir-se, enfim! saber comportar-se.
Por isso é que não pode um político dizer hoje uma coisa e vir logo no dia seguinte dizer outra (a não ser o Sócrates que é um fenómeno que tem que ser explicado por estudantes de psicologia), por isso é que é muito importante não fazer qualquer figura que possa ser utilizada para o ridicularizar.
 

Por outro lado e no que concerne à passagem de ideias, o líder do partido que tu tanto defendes não tem sido feliz.
 

Não foi feliz quando seguiu os conselhos de uma especialista de Marketing Brasileira (segundo dizem contratada pelo Secretário Geral Relvas) e colocou aquele vídeo no Facebook, na altura da Páscoa, ao lado da sua esposa (segundo dizem esta especialista já tinha convencido a mulher de José Serra - candidato à presidência do Brasil - a participar na campanha deste em 2001 quando Lula ganhou).
 
Aliás sempre se diga que contratar uma especialista brasileira que perdeu eleições no Brasil por uma larga margem pode não ser muito boa ideia - podes consultar os resultados aqui.
 

Não é feliz quando dá - o que tu chamas gafes - eu chamo de contradições ou tiros no pé - cada vez que fala.
 
Não é feliz quando é mal aconselhado ou quando tem assessores em demasia e depois não sabe o que fazer, dizendo uma coisa num dia e desmentindo-se no outro - lembras-te do caso do telefonema do Sócrates que afinal foi um encontro?
Nota-se que o PSD que imitar o PS de alguns anos atrás e quer imitar, também, outros partidos ou candidatos noutras eleições que ocorreram no estrangeiro, esquecendo-se que estão em Portugal e que é aos Portugueses que se devem dirigir.
 

Mas vamos lá falar de ideias:

 
As ideias do CDS estão e sempre estiveram bem definidas, podes lê-las aqui, podia fazer-te um resumo de todas elas, mas julgo ser melhor que vejas por ti e aliás, não é à toa que o Grupo Parlamentar do CDS foi o mais produtivo das últimas duas legislaturas e isto com menos deputados que o PSD.
 

Quanto às ideias do PSD, vamos lá ver se consigo perceber algumas:

 
São ou não a favor do aumento de impostos?
(Passos Coelho já disse que não, depois que sim, depois que não)

 
O PEC IV ia lesar as pessoas ou não?
(Passos Coelho disse que o PSD chumbava o PEC IV porque este ia lesar as pessoas, quando chegou a Bruxelas disse que o tinha chumbado
porque este não era um plano suficiente para ajudar o Pais)

 
O PSD vai ou não acabar com o Ministério da Agricultura?
(Disse que sim, agora e depois do CDS dizer que o Ministério da Agricultura é essencial, já diz que não)

 
Porque é que apoiam e patrocinam o grupo "Mais Sociedade" e depois cada vez que estes lançam uma ideia, o PSD diz que não a vai seguir? faz sentido apoiar, pedir para fazer propostas e depois, afinal, dizer que não se vão seguir essas ideias e propostas?
 

Como podes verificar é o desnorte completo!

 
Para concluir resta-me dizer que o que mais nos demonstra o  trabalho que o PSD tem feito são as sondagens hoje publicadas, uma dá a vitória ao PS, outra dá a vitória ao PSD mas apenas por 2%.
Sendo que em ambas o PSD desce.
 
Importa dizeer que em ambas o CDS sobe, o qu etambém é demonstrativo do bom trabalho que tem feito.
 
Se em 2009 Passos Coelho dirigindo-se a Manuela Ferreira Leite disse que esta tinha obrigação de ter maioria absoluta, qual seria agora a obrigação de Passos?

Agora que o Pais está pior do que em 2007.

 
Pois é, "quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras."

domingo, 1 de maio de 2011

Mudar o Passos Coelho?

Aqui está o novo hino do PSD.

Apesar da letra da música dizer "está na hora de mudar com Passos Coelho", aos cantores fugiu-lhes a boca para a verdade e dizem "Está na hora de mudar o Passos Coelho".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Capucho e o PSD

Já aqui referi várias vezes os vários tiros no pé que Passos Coelho tem dado desde que Sócrates anunciou a sua demissão.
Este tiros no pé, como o convite a Fernando Nobre, fez com que muitas personalidades do PSD não aceitassem ser deputados e criticassem Passos por esta escolha, que é sem duvida má.
Capucho explica a razão para não ser deputado numa carta tornada pública aqui, tenho a certeza que muitos concordam com ele.
Capucho explica as razões porque Nobre não deveria ser candidato, bem como põe a "nú" todas as suas incoerências e os perigos de este vir a ser o n.º 2 do Estado.
Aqui fica um excerto dessa carta:

"Fernando Nobre é uma personalidade representativa da sociedade civil muito estimável e que admiro, nomeadamente pelo trabalho que tem desenvolvido na AMI, mas inconsistente politicamente, como abundantemente demonstrou na última campanha eleitoral e as televisões já começaram a evidenciar impiedosamente, relembrando algumas afirmações comprometedoras e as incoerências em que está a cair.
Nomeadamente penosa é a afirmação peremptória de que nunca seria candidato à Assembleia da República, invocando então razões de coerência e de independência. Por outro lado, não podemos esquecer que Fernando Nobre foi o mandatário da candidatura do BE ao Parlamento Europeu, nem podemos ignorar as posições deste Partido contrárias à União Europeia! Como é que agora pode integrar as listas de um Partido que defende a integração europeia, e ser proposto para segunda figura do Estado, sem que isso seja tomado como mais uma grave contradição e incoerência? Acresce que, durante a campanha presidencial, o candidato Fernando Nobre abundou nas críticas demagógicas e virulentas ao Presidente da República e aos Partidos.
De resto, tenho as maiores dúvidas que a inclusão de Fernando Nobre nas listas do PSD se traduza numa mais-valia eleitoral. Pelo contrário: o cidadão comum olha para esta operação como uma 'caça ao voto' e creio que a generalidade dos eleitores que nele apostaram estão à nossa esquerda e são críticos dos Partidos. Serão provavelmente poucos os que vão acompanhar o candidato nesta transumância. Basta atentar nas redes sociais bem como nos fóruns das televisões e das rádios, para concluirmos sobre a hostilidade muito generalizada à candidatura legislativa. Não é por acaso que a página de Fernando Nobre no Facebook foi encerrada... Os próximos dias vão provavelmente confirmar este crescendo crítico também nas nossas hostes, facto que me leva a acreditar que, com Fernando Nobre, é negativo o saldo entre os que captamos de novo para as listas do PSD e o conjunto dos nossos tradicionais apoiantes que se afastam, indignados com a opção em causa.
E não se diga que tenho qualquer reserva de fundo quanto ao alargamento das nossas listas a independentes representativos da sociedade civil. Ao longo da minha carreira política sempre me pronunciei nesse sentido e levei à concretização de muitas situações em conformidade, não só para a Assembleia, como para as Autarquias e até o Governo da República. Mas este caso é manifestamente desajustado e excessivo!
Mas, mais grave e chocante é o inexplicável compromisso de candidatar Fernando Nobre à Presidência da Assembleia (candidatura cujo desfecho está longe de ser garantido, mesmo com uma maioria parlamentar do PSD). Estamos a falar da segunda figura do Estado, que pode ser chamado em qualquer momento a substituir o Presidente da República, caso em que teríamos um político sem preparação e anti-europeísta no cargo cimeiro do Estado. Estamos a falar de um cargo que, para além das funções meramente protocolares, exige uma experiência parlamentar sólida (não é por acaso que sempre foram eleitos para o efeito personalidades com larga e consistente experiência política e parlamentar). Por outro lado, proporcionar a Fernando Nobre um mandato na Presidência da Assembleia, significa catapultá-lo para a candidatura seguinte à Presidência da República. Se ele decidir avançar, o PSD estará então em condições de lhe negar o apoio?
Provavelmente não, depois de o ter apoiado para segunda figura do Estado... E mesmo que o PSD decida apoiar outro candidato, com perfil mais adequado para suceder a Cavaco Silva, é evidente que terá pela frente em Fernando Nobre um adversário forte, por nós promovido.
Concedendo que é irreversível a inclusão como cabeça de lista de Lisboa, pergunto-me se, em lugar da polémica candidatura à Presidência da Assembleia, não seria mais adequado a abertura para uma pasta da área social no Governo e/ou a candidatura ao Conselho de Estado?
Qualquer das soluções adequa-se melhor ao perfil de Fernando Nobre!
Ainda estaremos a tempo deste ajustamento? Creio que o próprio Fernando Nobre, após conhecimento das reacções adversas que se multiplicam, nomeadamente vindas daqueles que nele confiaram, talvez queira repensar a situação!
Em suma, o PSD, preterindo militantes prestigiados e com perfil muito mais adequado para a Presidência da Assembleia, acolhe nas suas listas em lugar de destaque e com perspectivas de promoção a segunda figura do Estado, uma personalidade independente sem perfil adequado, muito polémica, sem consistência nem coerência política e de duvidosa atractividade eleitoral, tudo com o pretexto de alargar as listas a independentes e dar voz a um prestigiado representante da sociedade civil. Poucos serão os eleitores que acolhem esta justificação e muitos serão os que simplesmente classificam a operação como uma lamentável 'caça ao voto'.
Não posso pactuar com esta opção nem deixar-me subalternizar depois de tudo o que fiz nos passados 37 anos ao serviço do meu País e do PSD.
Prefiro ficar de fora."

A carta de Capucho é muito dura, mas é verdadeira.
Depois desta carta e de tudo o que foi dito, tanto Passos Coelho poderia, num acto de humildade e admitindo o sue erro, retirar Fernando Nobre de número um do PSd, ou, Fernando Nobre poderia mostrar que, afinal, estão todos errados, e que não tem apego a "tachos" e admitir que errou ao aceitar o convite e auto excluir-se da lista.
Infelizmente para Portugal julgo que nenhim dos odois terá essa atitude, o que poderá fazer que Sócrates volte a ganhar as eleições. como está nesta sondagem.

Para o PS não ganhar as eleições, para não destruirem ainda mais Portugal, só há uma solução: o CDS!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Passos, mais um tirinho?

Desta vez o tiro não é no pé.
Desta vez o tiro pode ser dado no sitio mais grave, porque será dado por Fernando Nobre, coadjuvado por Judite de Sousa.
Será que o PSD tem mesmo a certeza que quer deixar Fernando Nobre ser entrevistado por Judite de Sousa este domingo?
Seria interessante fazer uma sondagem no sábado antes da entrevista e na segunda feira após.
Por este andar ou Sócrates ganha as eleições, ou então, o que eu sugiro, é os eleitores do PSD experimentarem votar no CDS, pode ser que tenhamos um governo a sério, desta vez.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A (in)coerência

A incoerência que agora por todos é apontada resulta da situação excepcional que se vive no país.

Na verdade, há muito que se defende abertura dos partidos à sociedade civil.

Portanto, apresentação da candidatura de Nobre pelo PSD iniciar-se-á com as seguintes palavras de Passos Coelho:

Na altura [do lançamento Mais Sociedade] transmiti-lhes a ideia que era importante que déssemos espaço, em todos os partidos, a uma auscultação grande da sociedade civil, de modo a que ela se pudesse sentir mobilizada e depois representada nos próprios partidos e nos projectos que estes viessem a defender.

Os tempos que se avizinham não dão espaço à politiquice.

terça-feira, 12 de abril de 2011

E será mais outro tirinho?

Começou por não ser nada, depois era um telefonema de S. Bento para a S. Caetano à Lapa, agora já foi um encontro...

Quem diz verdade? Sócrates, Passos??

Será mais um tiro no pé de Passos?

É preciso uma alternativa, já!

Mais um tiro no pé...

Caro Diogo,

Acho que o teu amigo deu mais um tiro no pé... e ainda faltam mais de cinquenta dias para as eleições.

Ai que o Sr. Sócrates ainda lá vai.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Auditoria, já!

Li no "Expresso" desta semana que o PSD queria pedir, já, uma auditoria às contas públicas para saber o real estado das contas do nosso País.
Nessa noticia vem que o Presidente da Comissão Europeia, o Sr. Dr. Durão Barroso, que é cada vez menos Português desde que abandonou o país, a chanceler Merkel e o Presidente do BCE pediram a Cavaco que não o fizesse, pois tal poderia prejudicar a imagem de Portugal no exterior.
Com esta auditoria poderia (e julgo que se irá descobrir) que o País está em pior estado do que pensamos, e tal poderia levar à descoberta de despesas escondidas e ao falhanço dos mecanismos de controlo Europeu.
O pior que poderia acontecer era descobrir que as contas públicas tinham sido falseadas como na Grécia.
Sinceramente, eu não quero saber o que diz a Sra. Merkel e Durão Barroso que depois de eleito primeiro-ministro fugiu assim que teve hipóteses, o que me interessa é Portugal e saber, realmente, em que estados estão as nossas contas.
Primeiro estão os interesses de Portugal e não os da Europa ou de outros países.
Espero que alguém tenha a coragem de pedir uma auditoria já, se não teremos que ser nós Portugueses a fazê-lo.
Passos Coelho não teve essa coragem.

sexta-feira, 25 de março de 2011

IVA - Será mesmo o mal menor?

Meu caro Diogo,

Então vamos lá:

Li atentamente o teu post sobre o IVA e deixa-me que te diga o seguinte:

Não podes andar em comícios, escrever em livros, dar entrevistas e declarações a dizer que não vais aumentar impostos para no dia seguinte à demissão do governo, prevendo que podes ganhar as eleições e numa pose de cehfe de governo, dizer: vou aumentar os impostos.

É verdade que ninguém sabe em que estado estão as finanças –claro que estão muito pior do que alguém possa prever - por isso, a oposição deveria exigir que fosse feita uma auditoria antes das eleições e antes de começar a campanha para, realmente, informar os Portugueses, saber e principalmente divulgar que medidas que se podem e devem tomar.

Não obstante, existem outras medidas que se podem ter, como por exemplo: a diminuição da despesa pública, o corte nas pensões…

O aumento do IVA trará, inevitavelmente o aumento de vários bens de consumo, o que irá, também inevitavelmente, diminuir o poder de compra dos Portugueses em bens essenciais, diminuindo o poder de compra são empresas que fecham: o que trará aumento de desemprego e dai por diante….

Não quero dizer com isto que não terão que haver aumento de impostos, mas há tanta medida que se pode tomar antes dessa.

Ademais (sempre gostei desta palavra), dizer que se vai aumentar os impostos antes de conhecer o estado das contas do País é dar trunfos a Sócrates, é, como disse e reafirmo, dar “tiros no pé”, é perder votos, é fazer com que Sócrates tenha um bom resultado.

Sempre me disseram que se não tem nada de útil para se dizer mais vale estar calado.

E, pelo que se está a ver, se Passos Coelho estiver caladinho, provavelmente ganha mais votos.

Quanto às campanhas eleitorais, se atentares às declarações do líder do PSD nos últimos dias e aos périplos que esse fez ontem em Bruxelas, podemos concluir que este não está em campanha eleitoral, mas já a pensar que é o primeiro ministro de Portugal e todos sabemos que excesso de confiança faz mal…