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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Da loucura (II)

O neo-liberalismo, na sua forma de actuar, é semelhante ao estalinismo: há uma ideia central, perfeita, infalível e dogmática, e tudo e todos (todos, à excepção das elites, claro) se lhe submetem inelutavelmente.
Por isso, para os neoliberais, vender o corpo (e não, não se trata de prostituição...) é somente um acto mercantil.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pelo claro... em tudo


Percebo a ideia.

Será que, no mesmo espírito de revelação de custos quando há dinheiro público envolvido, a Helena também reclamará que os Bancos (beneficiários de garantias públicas, etc.) incluam nas suas comunicações "esta comissão custa-lhe... mas o seu valor real é...", ou que as empresas que beneficiam de incentivos públicos, fiscais ou não, informem que "este produto custa-lhe.... mas o seu valor real é..."?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O delírio dos neoliberais

Para o João Miranda, do Blasfémias, é uma boa notícia os transporte públicos aumentarem em média 15% porque os «utentes passam a ter incentivo para seleccionarem melhor o local onde vivem e a localização do emprego que têm».

Para o João Miranda, em Setembro teremos imensa gente a mudar de casa. Num estalar de dedos... Até parece que Portugal não tem um desemprego de 12% e que a diferença entre viver na Quinta da Marinha ou na Quinta da Fonte é apenas a vontade...

Assim se vê que para os neoliberais o mundo não passa de um gigantesco tabuleiro de "Monopólio", uma ilusão onde os seus pretensos racionalismos não passam de delírios fantasiosos.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Equilíbrios

O Governo prepara-se para, com as empresas, criar um fundo para ajudá-las a pagar as indemnizações aos trabalhadores em caso de despedimento (sim, é um fundo como o que não funcionou em Espanha).
O Governo prepara-se também para aprovar, via Parlamento, a redução do valor das indemnizações devidas pelas empresas aos trabalhadores quando não há justa causa para a cessação do contrato.
Isto significa que, ao mesmo tempo que reduz o valor das indemnizações, o Estado comparticipará no valor das mesmas (atenção que - por enquanto - ninguém o assume, mas lá chegaremos...).
Curiosamente, mantém-se o silêncio sobre o valor das indemnizações devidas pelos trabalhadores às empresas quando aqueles se despedem.
Isto do liberalismo é mesmo giro...