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sábado, 6 de agosto de 2011

Fazer mais com menos dinheiro, excepto no Ministério da Economia

O Público de hoje vem com duas notícias que, por infelicidade de paginação, não foram colocadas lado a lado.

Uma diz-nos que o «ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, nomeou dois assessores com um estatuto remuneratório equiparado a director-geral, estatuto justificado por uma dessas assessoras por se tratar de um «superministério que, além do ministro, tem seis secretarias de Estado».

A outra diz-nos que em resposta ao Comandante metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública, que alertou «que falta de meios terá influência na actividade policial», o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo sentenciou que «é preciso fazer mais com menos dinheiro».

Ou seja, dois pesos, duas medidas: isto está bonito, está…

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Portagens no IC-19

O Governo, depois de aumentar 25% o preço do passe social na linha de Sintra, está a ponderar introduzir portagens no IC-19, a antiga estrada de Sintra que, ao longo de 20 anos, foi sendo ampliada até à forma actual.
Parece que se confirma que Passos Coelho já não vive em Massamá...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Saúde, BPN, transportes, goldenshares...

Este Governo, em pouco mais de um mês já só me faz lembrar esta música:

Mais um negócio colossal

Não se pode dizer que o Ministro Paulo Macedo não tenha olho para o negócio:
onde houver urgência pública e urgência privada fechará a urgência pública.
Quem não tiver dinheiro para seguros de saúde que se dane.
Habituem-se...

Os outros todos já lá estão

Já só falta Passos Coelho nomear Oliveira e Costa para a Caixa Geral de Depósitos.

BPN: molhar a sopa

Dois mil e tal milhões de euros depois, o Governo PPD/PP vende o BPN a um banco agenciado por um ex-ministro do PPD.
Passos Coelho vende por 40 milhões euros, havendo uma proposta de 100, e ainda arca com os custos dos despedimentos.
Depois do fim gratuito das "goldenshare" do Estado em algumas empresas (que fez aumentar automaticamente o valor das restantes acções), este negócio faz-nos temer o que se passará nas privatizações vindouras...

domingo, 31 de julho de 2011

Ainda a flexibilização do mercado laboral

Como disse aqui, não faz sentido pretender "flexibilizar" apenas parte do "mercado" laboral.
Se se reduzem ou eliminam as indemnizações pelo despedimento de trabalhadores sem justa causa, também se deverão eliminar os prazos de pré-aviso (ou seu pagamento em dinheiro) devidos pelos trabalhadores às empresas quando se despedem sem justa causa.
Mas não só.
Devem ser declarados caducos e eliminados todos os pactos de não-concorrência, de exclusividade, de transmissão de propriedade intelectual e direitos de autor, ou quaisquer outros contratos de limitação da liberdade individual dos trabalhadores.
Ou há moralidade, ou comem todos.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Afinal...


Já se conseguiu encontrar o desvio colossal ou não?

Outras incoerências

O mesmo Governo que quer reduzir as indemnizações que as empresas devem aos trabalhadores quando os despedem sem justa causa, não mexe nas indemnizações que os trabalhadores devem às empresas quando estes se despedem.

Incoerências

O mesmo Governo que quer criar um fundo para pagar os despedimentos dos trabalhadores, quer também reduzir as indemnizações por despedimento sem justa causa para 10 dias de salário por cada ano de antiguidade...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uma medida que não preocupa Mota Amaral

O bilhete simples no Metro de Lisboa vai aumentar 17% e o passe mensal 22%.
Nada que preocupe Mota Amaral, portanto.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Da punição

Ontem a Europa, apercebendo-se do perigosíssimo caminho que trilhava rumo a um conflito de dimensão e natureza imprevisíveis, aliviou a punição a exercer sobre os países que estão sob a artilharia financeira.

Ontem o Governo português aprovou mais uma medida de punição da classe média, que se suburbanizou em consequência das políticas de Cavaco Silva e agora é castigada por "não ser racional" quanto ao locais em que vive e em que trabalha...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Já começou a ida ao pote

Ao aumentar o número de governantes em relação ao Governo anterior, aumentar impostos, criar novas estruturas orgânicas na Administração Pública, e até ao aumentar as administrações em empresas públicas (a CGD passa de 7 administradores para 12), o Governo PPD/PP mostra a sua capacidade imaginação na interpretação dos respectivos programas eleitorais.

Valerá também a pena acompanhar o destino daqueles que, ao longo dos últimos anos, foram atacando o governo PS para garantir o seu próprio quinhão do pote, com especial atenção para os "ministeriáveis" que terão recusado o convite para integrar o Governo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Equilíbrios

O Governo prepara-se para, com as empresas, criar um fundo para ajudá-las a pagar as indemnizações aos trabalhadores em caso de despedimento (sim, é um fundo como o que não funcionou em Espanha).
O Governo prepara-se também para aprovar, via Parlamento, a redução do valor das indemnizações devidas pelas empresas aos trabalhadores quando não há justa causa para a cessação do contrato.
Isto significa que, ao mesmo tempo que reduz o valor das indemnizações, o Estado comparticipará no valor das mesmas (atenção que - por enquanto - ninguém o assume, mas lá chegaremos...).
Curiosamente, mantém-se o silêncio sobre o valor das indemnizações devidas pelos trabalhadores às empresas quando aqueles se despedem.
Isto do liberalismo é mesmo giro...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Portagens em Agosto na 25 de Abril

Finalmente se faz justiça na Ponte 25 de Abril.
Os veraneantes de Lisboa vão passar a pagar portagens em Agosto na Ponte 25 de Abril.
Sinceramente:
A) Durante todos os anos que usei diariamente a ponte, nunca entendi porquê que em Agosto não se pagava (cobrando em Agosto se poderia reduzir o preço das portagens)
B) Desde que se fala de introduzir portagens nas SCUTS, não entendo porquê que os veraneantes não tinham que pagar

Alegro-me de há 1 ano ter dado esta sugestão verbalmente.
Se não me falha a memória, segundo cálculos próprios esta medida renderá aos cofres do Estado apróximadamente oito milhões de euros, ou seja 80 centimos por habitante.

Para reduzir o défice, é preferivel pagar como portagem do que em mais IRS. Adicionalmente, este custo na ponte traerá um pouco mais de racionalidade económica nas viagens que se realizam na ponte, o que também se traduzirá na redução da factura energética do país e na redução da poluição que se provoca na zona.

Nota adicional: quando há portagens na ponte demora-se menos tempo a atravessar o garrafão da ponte (perfeitamente inexplicável, mas digo-o baseado na minha experiência de vários anos a cruzar a ponte diariamente)