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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Taxa de circulação

Aparentemente, o Ministro da Economia encontra-se a estudar a possibilidade de introduzir uma taxa especial à entrada de carros nos centros urbanos.

Esperemos que isto não se fique pelo estudo e que esta taxa veja mesmo a luz do dia!

É uma medida que deveria ter apoio unânime (mas já se sabe que não vai ter...) pois além de ser reditícia, contribui grandemente para a redução da poluição nas cidades e para a melhoria da qualidade de vida dos que nelas habitam. Outra consequência inevitável, a médio prazo, é a melhoria da rede de transportes públicos urbana e suburbana.

Singapura, uma das primeiras cidades a introduzir uma taxa de circulação no centro, teve e tem excelentes resultados. Actualmente, já muitas cidades seguiram este modelo, sendo em todas elas um sucesso.

É o princípio do poluidor-pagador na sua expressão mais directa e eficiente.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É ... fazer as contas

Segundo a deputada Ana Paula Vitorino, se os preços dos transportes públicos subirem 15% os clientes vão passar a andar de automóvel privado.

Ou seja, os utilizadores têm carro; e andar de carro, pelos vistos, não é mais caro do que andar de transportes públicos se estes aumentarem de preço 15%.

" A forma de ultrapassar o problema é através do aumento da procura", considerou.

Eu sou de meu natural desconfiado: e desconfio que o PS não fez contas. E, não estivesse proibido de falar do passado, na minha qualidade de apoiante um tanto contrafeito deste governo, ocorrer-me-ia perguntar por que razão esta estratégia não foi seguida anteriormente.

Quanto às contas, recomendaria o seguinte: ir ver, nas empresas públicas de transportes, quais são os custos fixos e quais são os variáveis; projectar o aumento esperado de passageiros, o nível de investimento requerido e respectivo serviço da dívida; corrigir os custos variáveis; e verificar se o esforço do Estado aumenta ou diminui. Há por aí muito economista desempregado, é só...fazer as contas. Eu não sou economista e, de toda a maneira, não tenho vagar - menos ainda para disparates.