sexta-feira, 29 de julho de 2011
O Novo PS
O PS criticou, ontem, no Parlamento uma proposta que ele próprio negociou em Março passado, em sede de concertação social, quando ainda estava no governo.
Não podemos olvidar que grande parte dos deputados do PS (e dos apoiantes de Seguro) não são novos no partido, apoiaram o antigo governo e muitos até pertenceram ao mesmo.
Não é de admirar que dentro de pouco tempo estejam a criticar as medidas constantes do memorandum assinado com a "Troika" que eles próprios negociaram (que Sócrates considerou mesmo como uma vitória), tentando assim impedir, a todo o custo, o sucesso deste governo e a governabilidade do País.
Isto espelha bem quem é o Partido Socialista. Um partido cujos seus membros não olham a meios para atingir os seus fins, mesmo que esses meios prejudiquem Portugal.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O direito à felicidade
“O novo líder do PS acusou hoje o Governo de querer “tratar os jovens como jovens a dias, com menos direitos e nenhumas garantias”, referindo-se à intenção do executivo de reduzir as indemnizações por cessação do contrato de trabalho” António Seguro, in Público.
Esta frase inquietou-me. Este tema, dos direitos dos nossos jovens, tem sido para mim matéria de perturbação e de reflexão.
Nem de propósito, chegou-me recentemente pelas mãos de uma amiga, um artigo de uma cronista brasileira – Eliane Brum – que diz isto:
“Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. (…) E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.”
E continua, num texto cuja leitura integral recomendo: a pais, educadores em geral e políticos.
Porque releva a todos saber que sociedade estamos, mesmo que bem intencionadamente, a construir. Que valores implícitos passamos nas conversas que temos em todos os momentos educativos, dos quais os discursos públicos não são excepção?
Concerteza que desejamos para os nossos filhos (para os filhos da nossa nação) o melhor. Mas sendo este nosso “desejo” garantido, o “melhor” não o pode ser. Nalguma medida depende de coisas que não controlamos como a sorte ou a circunstância e, noutra medida, do esforço e das escolhas de cada um.
Retomo este belíssimo texto para concluir:
“Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência. Crescer é compreender que o fato de a vida ser falha não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba”.”
António José Seguro contrasta com uma certa boa tradição do PS
Ao contrário do que alguns socialistas dizem, julgo que António José Seguro não honra uma certa tradição de boa qualidade das lideranças do PS, de que Soares, Sampaio e Guterres são, esses sim, bons exemplos.
domingo, 24 de julho de 2011
A vitória de António José Seguro (5)
Não deixa por isso ser motivo de reflexão que, poucos meses após uma eleição com resultado tão esmagador (mais de 90%, quase como as vitórias de Paulo Portas no CDS), o "Partido de Sócrates" tenha agora sido derrotado de forma tão evidente.
Apesar de tudo, agora é tempo de unidade interna e de trabalho pela defesa dos interesses de todos os portugueses e não apenas dos que obtêm dividendos e rendimentos de capital...
A vitória de António José Seguro (4)
A vitória de António José Seguro (3)
sábado, 23 de julho de 2011
A vitória de António José Seguro (2)
É uma vitória expressiva que demonstra a opção inequívoca dos socialistas pelo Novo Ciclo, e é uma vitória valorizada pelos votos que Assis recolheu.
A vitória de António José Seguro
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Há aqui uma lógica que me escapa...
Pessoas que só vão ao PS para votar e não pagam quotas: bom.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O preconceito anti-Seguro
O debate de ontem veio demonstrar de novo o preconceito anti-Seguro que existe na comunicação social portuguesa, e que reúne comentadores políticos e jornalistas que são também comentadores.
A agressividade de Ana Lourenço (que até é uma das melhores entevistadoras da actualidade) para com António José Seguro foi indisfarçável, como aliás lhe têm sido visivelmente hostis as declarações, comentários e opiniões da opinião publicada.
Como de costume nas auto-intituladas elites do nosso país, há um ou outro fariseu que dá o mote e aponta o caminho, e logo todos os outros seguem acriticamente a direcção escolhida:
- Dizem que "Seguro tem o aparelho consigo", ignorando que durante anos percorreu o país, falando com os militantes, explicando as suas posições divergentes do partido e do grupo parlamentar. E sempre falou com todos os militantes, mesmo com os que não estão nas agendas dos telemóveis dos "opinion makers".
- Dizem que "Seguro é um vazio político", ignorando que a política séria não se faz com "soundbytes" excitados, mas com serenidade, prudência e respeito pela opinião contrária. Foi assim no passado, a título de exemplo, com a reforma da Assembleia da República, e é assim no presente, também a título exemplificativo, com o Laboratório de Ideias, com a resposta concertada dos partidos socialistas europeus à crise que ameaça destruir a paz europeia, com a defesa intransigente da igualdade de oportunidades de acesso aos bens essenciais de Saúde, Educação e Justiça.
- Dizem que "Seguro não é corajoso e andou a manobrar na sombra durante 6 anos", ignorando a sua corajosa e solitária posição relativa ao financiamento partidário, ignorando que muitos daqueles que publicamente assumiram a sua simpatia por ele, foram afastados das listas de deputados e dos órgãos do partido.
António José Seguro a todos diz "venham!". A todos pede uma ideia, uma proposta, uma solução. E lê-as. E reflecte sobre elas. Porque ao contrário de outros, Seguro não acredita em homens providenciais, em caudilhos iluminados, nem em “marketings” sebastianistas.
É por isso que os “opinion makers” o temem e alimentam o preconceito:
Porque Seguro quer que todos nós nos envolvamos no dever de trabalhar e lutar por Portugal. Porque Seguro sabe que não é com retórica ou eloquência que se pagam dívidas. Enfim, porque Seguro acredita que todos somos necessários para fazer cumprir Portugal.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Vamos lá atrasar
Que grande sentido de Estado!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Assis
Engraçado parece-me que já tinha ouvido este discurso antes.
Será que o que Assis quis dizer foi que após ser eleito vai "roubar" Nobre ao PSD?
Entre Assis e Seguro...*
* - Titulo alterado depois de escrito com muito sono e hoje de manã ter reparado que em vez de Assis estava Costa.
De facto, se calhar o resultado em termos de eleição para presidente do PS seria o mesmo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Democracia do PS 2
A Democracia do PS
Se alguma dúvida houvesse que não aceitam a crítica, nem uma brincadeira, nem sabem lidar com estas, ela é completamente sanada com estes videos.
Curioso, é ver também quem está sempre a tentar tapar as filmagens, para quem não o conhece, não é um militante qualquer está aqui.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
E jantares grátis, também
Imagem e post daqui - com os devidos agradecimentos
sábado, 14 de maio de 2011
Programas de Governo - Justiça - Parte 1 - o PS
Se as do CDS já conhecia, pois fui um dos subscritores da moção ao congresso sobre este tema e que foi aprovada pelos militantes, as dos outros dois partidos tinha curiosidade em saber quais seriam.
Começando pelas do PS:
Que dizer? mais do mesmo...
Os socialistas começam mesmo por dizer que devem prosseguir as medidas tomadas por este governo nos últimos anos que descongestionou os Tribunais.
Mas que medidas?
As insolvências não andam, é um facto para quem trabalha em insolvências, o Tribunal de Comércio está parado, nada foi feito para alterar este facto, é uma vergonha que um credor esteja anos a aguardar que lhe sejam pagos valores de créditos num processo de insolvência, já depois do processo terminado.
A lei da arbitragem não foi alterada, embora tenha sido pedido à Associação portuguesa de Arbitragem que apresentasse um projecto de lei para que o governo o apresentasse à Assembleia da República, quando o governo o recebeu alterou-o todo e com a demissão do primeiro ministro acabou por não ser aprovada. é preciso não esquecer que tiveram anos para o fazer e não o fizeram.
O processo executivo foi alvo de várias alterações por este governo, preparavam-se para mais uma que era um retrocesso, como expliquei aqui, que só não entrou em vigor porque o governo caiu.
A reforma do mapa judiciário, já muito foi dito, o governo nada fez no seu segundo mandato, começou a fazer em 2008 e não acabou, basta ouvir isto
Falam no seu programa em reduzir custos, mas aumentaram-nos....
Fala-se muito na parte criminal e na parte cível? é esta que influencia a economia, é esta que tem que, a par do crime, ser uma prioridade.
E o arrendamento? as execuções para despejo demoram anos... o que fizeram? nada!
Podem vir agora dizer que estava previsto, mas que não fizeram pela queda do governo.
A verdade é que o último ministro da justiça, nada fez!
Tiveram anos para fazer e nada fizeram que crédito têm agora? A meu ver nenhum!
Espero que os Portugueses pensem o mesmo.
No próximo post irei analisar a parte da justiça do programa de governo do PSD.
Também aqui
terça-feira, 3 de maio de 2011
Não ao PS no Governo!
Já basta do PS no governo.
Se atentarmos no video que coloco neste Post percebem as razões pelas quais o PS não pode estar num governo.
É preciso uma Alternativa, já!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
As criticas a Sócrates
Desta vez é Edite Estrela, que critica o facto de Teixeira dos Santos não ter sido convidado a integrar as listas do PS.
Aposto que até dia 5 de Junho muitos mais vão aparecer, o pior para os criticos será se o Grande Lider do PS tiver um bom resultado, vingativo como é...
