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terça-feira, 12 de julho de 2011

Perder o horror à impressão de nota-moeda

Face ao soar de alarmes da dívida soberana italiana, Merkel responde com a mesma receita: o euro está forte, os países com problemas de dívida necessitam de equilibrar as suas contas, com austeridade.
Bem sei que não é possível seguir, sempre, medidas expansionistas. Sei bem que os Estados que acumulam deficit têm de reduzir gastos supérfluos.

Mas a receita "austeridade" é insuficiente, como se vê bem no caso da Grécia: o aumento da taxa de impostos já gera mais déficit (porque a sociedade grega saturou). 
 
A Alemanha, a par de exigir reformas estruturais nos países mais endividados, terá de perder o horror à impressão de papel-moeda ou à emissão de eurobonds
                                                            De outro modo, perdemos todos, alemães incluídos.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Crise do Euro: o essencial e o acessório

O Professor Daniel Bessa, na sua coluna semanal no Expresso, destrinça bem o essencial do acessório. O Euro é um projecto europeu de grande e inegável sucesso que, com toda a probabilidade, sobreviverá a esta crise financeira. As economias periféricas, mais frágeis, como a portuguesa (mas sobretudo a grega), querendo continuar a beneficiar do "euro-clube" têm de mostrar que estão disponíveis para fazer ajustamentos dolorosos.

Por isso, não nos percamos na "espuma dos dias". É pouco ou nada relevante quena Alemanha, alguém que quase ninguém sabe quem é e que não tem poder decisório ou de influência, saia a público para dizer que a Alemanha deve sair do Euro.