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domingo, 7 de agosto de 2011

Guerra às Limonadas (A ASAE Americana)

O Post infra do meu companheiro de Blog, JMG, fez-me lembrar uma cena do espisódio da série "Family Guy" que aqui partilho:

ASAE Americana

Neste mapa dos E.U.A. (roubado daqui) as 24 setas vermelhas indicam cidades nas quais as autoridades encerraram bancas de miúdos a vender limonada, de 1990 até agora; as 4 amarelas, cidades onde os miúdos podem operar, com licença das autoridades; e as 2 verdes aquelas onde os miúdos podem montar uma banca de limonadas sem qualquer licença.
Quando foi que nas nossas sociedades, em nome de um higienismo fanático, da omnipresença do Estado, do poder de burocracias, da necessidade crescente de angariar receita pública para alimentar despesas que não cessam de crescer, se perdeu todo o senso das proporções?
É nos E.U.A., aqui na Europa é diferente. Talvez. Mas já estivemos mais longe.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O chá

Joana Lopes, com a naturalidade que as suas convicções de esquerda implicam, entende as coisas ao contrário.

Na notícia (ASAE afastada de cozinhas das instituições sociais), a pergunta correcta não é por que razão o grau de exigência das cozinhas das instituições sociais há-de ser inferior ao dos restaurantes, mas sim por que razão os restaurantes, só para cumprirem as exigências de uma legislação megalómana, irrealista e com laivos de fascismo higiénico, hão-de continuar a ser submetidos a um regime legal tão absurdamente exigente que com frequência é necessária a contratação de especialistas só para ter a certeza de não se estar a ofender um norma qualquer elaborada por um cretino em Bruxelas, interpretada por um burocrata em Lisboa, sancionada por um político distraído, e aplicada por um agente fardado e, às vezes, armado.

Conheço uma instituição para deficientes que tinha várias cozinhas para centros diferentes. Nestas, adaptava-se a dieta às necessidades dos internados e fazia-se o que carinhosamente se chamava "mimos" (um cházinho para o menino que gostava de chá, por exemplo).

Uma direcção modernaça e pateta, assustada com o terrorismo da ASAE e pelo risco do jornalismo aponta-o-dedo, gastou uma pipa de dinheiro que não tinha a fazer uma cozinha central, com o maior respeito da parafernália legal, o que implicou a distribuição pelos centros, em carrinhas e dentro de contentores próprios, da comida a horas certas e com uma complicada logística.

A comida não é tão fresca como era, e nem sempre está quente. O menino já não tem chá. E eu não tenho paciência.